Reconecte Lab


Foi um prazer te ver por aqui.




Antes de ir, cadastre-se em nossa newsletter e fique por dentro de nossos lançamentos, textos de autoconhecimento, vídeos inéditos e muito mais.
Nos vemos em breve.

Namastê

Comunicação e relações verdadeiras

9 de abril de 2018 Ressignificando nossa relação com os medos

Em um contexto em que vejo conflitos em praticamente todas as esferas, sejam elas individuais, sociais e/ou sistêmicas, acredito que nunca se fez tão necessário o entendimento verdadeiro da comunicação. Neste momento em que a internet e as mídias estão em um grande auge de poder e acesso, ser claro e verdadeiro talvez seja uma das tarefas mais necessárias da atualidade.

 

Para aqueles que estão acompanhando os textos da série Ressignificando Nossa Relação com os Medos, tenho direcionado os temas principalmente às questões e mudanças da nossa esfera individual. Acredito que o início da mudança começa, acima de tudo, quando nos internalizamos para curar nossas próprias feridas, medos, sombras e dúvidas.

 

No texto de hoje, quero compartilhar pensamentos e conhecimentos em uma esfera que vai além do nosso próprio ser. Me refiro a como estamos nos comunicando. Será mesmo que estamos nos expressando da forma mais verdadeira e clara possível?

 

 

O QUE É COMUNICAÇÃO?

 

 

A palavra comunicação tem origem do latim communicatio, e sua tradução literal é “ação em comum”. Segundo o dicionário, comunicar quer dizer “ação de transmitir uma mensagem e, eventualmente, receber outra mensagem como resposta”. Ou então, “habilidade de dialogar e se fazer entender”. Portanto, podemos concluir que comunicar necessariamente exige entendimento da mensagem transmitida. Porém, praticamente todos os conflitos são gerados por, exatamente, falharem em não entender a outra parte.

 

O que quero dizer é que estamos habituados a nos comunicarmos através de uma linguagem que não acessa nossa verdade interior. Diariamente e rotineiramente falamos palavras e frases sem acessar o que realmente gostaríamos. Temos dificuldade de sair de uma noção superficial e entender o que sentimos e queremos para nós mesmos. Na hora de expressar isso para outra pessoa, essa confusão se estende, pois além de não entendermos o que estamos sentindo, passamos para a outra pessoa uma mensagem confusa e muitas vezes acusadora. A nível coletivo, acabamos multiplicando uma falta de entendimento que distancia cada vez mais as pessoas daquilo que pulsa verdadeiramente dentro delas e que não é acessado, entendido e nem acolhido.

 

Imagine um mar agitado. Na superfície desse mar existem muitas ondulações tumultuadas, uma grande ventania, e um cenário de caos. Esse é o campo em que muitas pessoas rapidamente tentam se expressar, falando o que vem na cabeça e verbalizando um compilado de frases que abstraem sua verdade interior. Abaixo dessa camada superficial imagine alguns sentimentos, como raiva, stress, ansiedade, angustia, dentre outros. Se a pessoa se expressar sem antes entender o que está por trás dessa agitação, provavelmente não conseguirá comunicar esses sentimentos que estão vivos ali dentro. Mais abaixo dessa camada, existe uma gama de necessidades que não estão sendo atendidas, como por exemplo, a necessidade de liberdade, segurança, saúde, parceria, apoio, afeto, dentre outras. O cerne de toda essa agitação vem exatamente dessa necessidade não sendo atendida.

 

Marshall Rosenberg é o criador dos conceitos da Comunicação Não Violenta, e para ele “toda violência é a manifestação trágica de uma necessidade não atendida”. Trágico pois tudo o que a pessoa mais queria era poder se expressar verdadeiramente e se sentir entendida, porém a única forma que ela conseguiu expressar isso foi a menos provável desse resultado acontecer.

 

 

POR QUE NOSSAS NECESSIDADES NOS UNEM?

 

 

Dentro dos estudos de Marshall Rosenberg, uma das coisas que ele fez sistematicamente em múltiplos cenários, foi perguntar para as pessoas quais eram as necessidades que elas julgavam extremamente necessárias em suas vidas. O resultado é que independente da classe social, religião, preferência sexual, idade, orientação política, as pessoas sempre chegavam nas mesmas respostas.

 

Dentro dessa lista de necessidades apareceram afeto, parceria, amor, segurança, liberdade, apoio, saúde, higiene, nutrição, paz, diversão, harmonia, aceitação, compreensão, confiança, empatia, reconhecimento, aceitação, movimento, dentre outras.

 

O mais incrível de constatar isso é que quando identificamos quais necessidades não estão sendo atendidas, instantaneamente reerguemos uma ponte que nos conecta diretamente com o outro, pois sempre teremos necessidades que ambos compartilham.

 

 

AS ARMADILHAS QUE NOS IMPEDEM DE NOS COMUNICAR VERDADEIRAMENTE

 

 

Um dos hábitos mais comuns e presentes em nossa mente são nossos julgamentos moralizadores. Ao longo do nosso dia a dia, estamos praticamente o tempo todo julgando as pessoas a nossa volta como se elas tivessem uma natureza errada ou maligna que não agem em consonância com nossos valores.

 

Quando alguém nos fala para parar de julgar, na maioria das vezes não sabemos o que fazer com esse pedido. Minha resposta é: “não conseguimos”. É praticamente inútil querermos parar nossa mente de julgar, pois isso acontece o tempo todo. Porém, podemos sim escolher o que fazer com esses julgamentos.

 

O poeta sufi Rumi escreveu “Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá”. O ponto crucial dessa frase é comandar nossa mente a identificar quais as necessidades estão, ou não estão sendo atendidas em nós e nos outros. Ao invés de analisar e determinar níveis de erro, conceitos de bom e mau, normal e anormal, responsável e irresponsável, inteligente e ignorante, etc e etc. Dar força aos nossos julgamentos moralizantes é reforçar a postura defensora e a resistência de nos conectar exatamente com aquelas pessoas cujos comportamentos nos interessam mais para evoluir. São exatamente aquelas necessidades que mais precisamos entender para nos conectar em um nível mais profundo com nós mesmos e com o outro.

 

Outra forma de julgamento extremamente habitual são nossas comparações. Querendo ou não, somos expostos a isso o tempo todo. Nas mídias, filmes, nas ruas, propagandas, socialmente somos estimulados a ser melhor. Quantas pessoas não passam a vida inteira buscando se adequar as medidas ideais da beleza física ou aos padrões de realização profissional? A comparação é uma das estratégias mais eficazes para bloquear nossa compaixão, tanto por nós mesmos quanto para com os outros.  Entender que nos bastamos talvez seja uma das curas mais profundas que podemos atingir. Bastar quer dizer ser suficiente e nos livra do pensamento e da cobrança de sermos melhores que alguém, e mais do que isso, nos liberta do sentimento de sermos piores ou inferiores a alguém.

 

Por último, gostaria de trazer consciência a nossa responsabilidade ao nos comunicarmos. Quando usamos a expressão “ter que”, como por exemplo, “tenho que acordar cedo para trabalhar”, estamos negando nossa responsabilidade por nossos atos. Abaixo vou listar algumas formas que isso pode acontecer de acordo com o livro de Comunicação Não Violenta de Marshall Rosenberg.

 

“Negamos responsabilidade por nossos atos quando atribuímos a:

  • Forças vagas e impessoais:

“Limpei meu quarto porque tive de fazê-lo”

  • Nossa condição, diagnóstico, histórico pessoal ou psicológico:

“bebo porque sou alcoólatra”

  • Ações dos outros:

“bati no meu filho porque ele correu para a rua”

  • Ordens de autoridade:

“menti para o cliente porque o chefe me mandou fazer isso”

  • Pressão do grupo:

“comecei a fumar porque todos os meus amigos fumavam”

  • Políticas, regras e regulamentos institucionais:

“tenho de suspender você por conta dessa infração; é a política da escola”

  • Papeis determinados pelo sexo, idade e posição social:

“detesto ir trabalhar, mas vou porque sou pai de família”

  • Impulsos incontroláveis:

“fui tomado por um desejo de comer aquele doce”.”

 

Ao invés de se expressar dessa forma, busque utilizar um meio de ser responsável pelos seus atos, se baseando em suas necessidades. Uma forma de fazer isso é substituir essas frases por: “Eu opto por (ação feita) porque desejo (necessidade a ser atendida). Por exemplo: “eu opto por acordar cedo porque desejo ser reconhecido em meu trabalho”. Esse exercício fará você identificar claramente porque está fazendo tal ação sem culpar ninguém por isso.

 

Nos comunicar é uma constante busca por expressar nossa verdade interior. Começar a trazer consciência para isso é o início de grandes descobertas. Seja a nível individual, social ou sistêmico, a decisão do que fazer com nossa comunicação dita se construímos pontes ou muralhas entre nós.

 

Marshall Rosenberg diz que todas as falas são expressões de somente duas coisas: grato ou por amor. Grato por atender as minhas necessidades ou, por amor atenda a essas necessidades. Reflita sobre isso por um tempo. Expressar a linguagem verdadeira do coração é acessar verbalmente aquilo que pulsa dentro de nós. Nos comunicar a esse nível é relembrar de que o outro sempre será uma ponte de conexão à essas necessidades.

 

Quer saber mais sobre esse assunto? Participe do nosso live quarta-feira, dia 11/04, as 19h00 em nossa página no facebook ou instagram. Confira também nossa próxima viagem no feriado de Corpus Christi, pois trabalharemos com esse tópico e muitos outros em vivências de autoconhecimento e aprofundamento interno.

 

Seguimos conectados.

 

Namastê.

 

André Romanholi

0 Comentários

Deixe o seu comentário!

Icone Jornada

Reconecte Lab

Quem Somos


saiba mais >>
Icone E-mail

Newsletter

Icone Instagram

Instagram

Newsletter

Cadastre-se em nossa newsletter e e receba em primeira mão o lançamento de nossas experiências.

Contato

Telefone
(11) 99162-0096

Deixe uma mensagem, uma sugestão ou um comentario!

Informações do Rodapé

Reconecte Lab

Sobre Nós

A Reconecte Lab é um espaço de criação de viagens terapêuticas, vivências e atendimentos de autoconhecimento, focados em reconectar as pessoas com a energia da natureza e sua essência livre.

Desenvolvemos experiências de aprofundamento interno em diferentes ambientes espalhados pelo Brasil. Nossa maior paixão é promover autoconhecimento fora da nossa zona de conforto.

Saiba Mais