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Namastê

Sentindo e observando os medos

6 de março de 2018 Ressignificando nossa relação com os medos

No último texto chamado “Identificando e reconhecendo nossos medos” eu falei um pouco sobre os três estágios de não consciência, identificação e reconhecimento dos medos. Na minha análise, esses são os primeiros passos para trilhar um caminho de autoconhecimento e autoaceitação.

 

Porém, mesmo após esse primeiro estágio, nossa mente ainda dispara múltiplos sinais de alerta quando deparada com esses medos. O intuito desse segundo texto é trazer algumas ferramentas úteis para lidar com esses sentimentos assim que eles surgem. Dessa forma, aos poucos vamos ressignificando nossa relação com medos e, passamos a enxergá-los como oportunidades de crescimento e evolução pessoal.

MECANISMOS DO MEDO

 

Primeiramente, acredito que seja fundamental entender nosso padrão mental, assim trazendo consciência ao mecanismo do medo dentro de nós.

 

O cérebro humano pode ser entendido como três grandes cérebros biológicos interconectados, cada um com uma inteligência, subjetividade, senso de tempo, lugar e memória. Esses três cérebros são: o neocórtex, o límbico e o reptiliano.

 

De forma extremamente resumida, o cérebro reptiliano (que é a parte mais antiga do nosso cérebro) é responsável pelo comportamento instintivo que incluem as funções sensório-motoras, reflexos, funções automáticas como batimento cardíaco, pressão sanguínea, dentre outras. O cérebro límbico é responsável pelas emoções e pela memória, trazendo à cena muito do relacionamento com outros seres. E por fim, o neocórtex é responsável pela nossa percepção de consciência, pelo nosso intelecto, imaginação e criatividade.

 

Nosso cérebro reptiliano irá nos enviar mensagens automáticas ao longo de toda nossa vida, informando o que ele entende como auto-preservação. Todos os desejos instintivos, reações de luta ou fuga, vontade de controle e poder absoluto, comportamentos obsessivos provêm dele. O medo é inerente ao cérebro reptiliano. Ele teme o tempo todo e está sempre buscando uma segurança absoluta. Tudo se torna uma questão de sobrevivência do mais forte, mais apto e mais adaptável. Consequentemente, para que esse sistema se fortaleça o comportamento mais adequado é a rigidez. Sem pensar, sem analisar, sem questionar.

 

Somado a esse ponto, está a função da amídala, dentro do nosso cérebro límbico. Ela funciona como um grande editor de sensores emocionais, que capta qualquer informação que indique algo danoso, ameaçador ou incomum, e dispara instantaneamente um alerta. Esses eventos são guardados seletivamente e armazenados como nossas impressões negativas. Porém, essas memórias não têm uma compreensão lógica, e muitas vezes são disparadas com qualquer situação similar. Até os três anos de idade a criança cristaliza esse arquivo e passa a funcionar permanentemente, comparando eventos atuais com esses registros.

 

Mas então o que fazer para agirmos livremente sem repetir padrões limitantes de auto-sabotagem, medo, fuga, dentre outros que nos impedem de trilharmos nosso caminho de evolução, autoconhecimento, auto-aceitação e amor? O nosso terceiro cérebro é o neocórtex, e essa resposta depende de como vamos utilizá-lo. Todos os mecanismos citados acima serão ativados conforme nossa capacidade de consciência. A consciência cria a realidade. Quando uma pessoa atinge um nível de consciência do todo, ela passa a escolher e se autoresponsabilisar por suas ações, podendo assim escolher o seu verdadeiro caminho e propósito (Dharma).

 

Vamos então entender algumas formas de trazer consciência para esse mecanismo inconsciente do medo. Uma forma interessante de fazer isso nesse tipo de situação é identificar a sensação física, acessar o sentimento e buscar presença.

IDENTIFICANDO A SENSAÇÃO FÍSICA

 

Antes de raciocinar qualquer coisa (e utilizar nosso neocórtex para isso), nosso impulso no cérebro reptiliano é muito mais rápido em enviar sinais para todo o nosso corpo. Portanto, assim que uma mensagem de alerta é enviada, automaticamente nosso corpo começa a fisicamente demonstrar essas respostas através de sensações, sejam elas de calor, frio, tremedeira, falta de ar, agitação, rigidez, moleza, dentre inúmeras outras.

 

Identificar essas sensações nos auxilia a criar um estado de atenção. Reconhecer que aquilo está realmente acontecendo e que é um sinal vindo de você mesmo. Esse sinal quer comunicar alguma coisa para você. Provavelmente, você já lidou com ele em algum outro momento da sua vida. Ao invés de simplesmente reagir e dar força a essa sensação, busque observá-la.

ACESSANDO O SENTIMENTO

 

Uma das maiores causas para a falta de consciência dos nossos atos, é a falta de hábito em acessarmos o que sentimos. Na maioria das vezes, nossas sensações vão dar pistas para identificarmos o que estamos sentindo. O medo frequentemente guarda um sentimento por trás dele. Por exemplo, o medo da solidão pode estar escondendo uma grande tristeza, e o medo do ridículo uma grande vergonha.

 

Começar a ampliar nosso vocabulário emocional é um exercício fundamental para termos maior compreensão de nossas ações e reações. A medida que fortalecemos essa prática de identificação dos nossos sentimentos e sensações, passamos a aumentar nosso espectro de visão.

BUSCANDO PRESENÇA

 

Identificar nossos sentimentos é uma etapa fundamental de todo esse processo de consciência, porém é crucial entender formas de lidar com eles. Muitas vezes nossa mente se fixa em situações projetadas, seja no futuro ou no passado.

 

Ao buscarmos presença, temos a oportunidade de lidar com aquele sentimento sem projetá-lo em mais ninguém. Portanto, se sentimos tristeza, vamos lidar com a tristeza.  Se sentimos raiva, vamos lidar com a raiva. Para cada sentimento é possível agir de uma forma, sendo assim, podemos identificá-los, acessá-los, compreendê-los e deixá-los fluir.

 

No nosso corpo e na nossa mente, tudo que não flui se aprisiona. Se não deixarmos nossos sentimentos e emoções fluírem de forma saudável, estaremos sempre presos às reações instintivas, repetitivas, sabotadoras do nosso cérebro reptiliano.

 

Portanto, comece a fazer o exercício de auto-observação. Veja se você encontra alguma dificuldade. Com o tempo, nossa mente vai entendendo que esse é um novo mecanismo e a identificação das sensações, sentimentos e a busca por presença começa a ficar mais natural.

 

Se identificou com o assunto? Comente abaixo como ele reverberou para você. Seu processo pode auxiliar nos processos de outras pessoas. No nosso próximo texto falaremos sobre consciência e escolha, e formas de buscar presença exercitando nossa capacidade de autoconhecimento. No dia 13/03 as 19h00 farei uma live no facebook e no instagram para falar um pouco mais sobre o texto de hoje. Para participar é só seguir nossas páginas www.facebook.com/reconectelab e www.instagram.com/reconectelab e aparecer por lá nesse horário.

 

Todo esse assunto faz parte do conteúdo que será trabalhado em nossa mais nova jornada:  Instinto Selvagem – Ressignificando nossa Relação com os Medos. Serão quatro viagens para nos reconectarmos com nosso instinto saudável, aquele que busca nossa essência, verdade e parceria. Seremos uma rede de apoio e com certeza você será parte fundamental dessa tribo. Confira mais informações aqui.

 

Seguimos conectados.

 

Namastê

 

André Romanholi

 

 

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